Calma, o esquema tático não mudou. Muitos times, inclusive nosso glorioso técnico da seleção, usam, mas deturparam o coitado do 4-4-2.
Sei que os esquemas mudam de acordo com as gerações. Tivemos ofensivíssimos 2-3-5 e 4-2-4 no passado e desde meados da década de 80 o 4-4-2 se firmou no Brasil. Hoje em dia há a variação com o 3-5-2, mas ambos convivem no futebol brasileiro. O problema que observo é que transformaram o normal 4-4-2 em ofensivo. Explico. Cresci vendo times jogando com o meio-de-campo formado por dois volantes e dois meias. Eis alguns exemplos: Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico; César Sampaio, Mazinho, Zinho e Edílson; Amaral, Flávio Conceição, Djalminha e Rivaldo; Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho; Luis Carlos Goiano, Dinho, Raí e Palhinha. Todos esses times jogavam um futebol ofensivo, mas sem perder a noção defensiva, porém, nestes últimos tempos, alguns brilhantes treinadores acham que 2 meias é demais (como, por exemplo, R. Gaúcho e Kaká jogando juntos) e optam por usar 3 volantes, um deles um pouco mais a frente (se é pra atacar com volante, por que não põe logo um meia???).
Fica aqui o meu protesto. Dois volantes e dois meias é um futebol normal e não ofensivo demais. E se for, qual o problema? "Eu quero ver gol, não precisa ser de placa, eu quero ver gol".
pedro
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Uma pergunta
Praqueles que me conhecem sabem que gosto muito de futebol, mas, devido à distância dos grandes centros e por passar muitos dias numa pousada no meio da Amazônia, estou um pouco alheio a esse esporte. Por isso gostaria de ler os comentários dos amigos sobre o jogador Neymar. Ele é bom ou melhor, está jogando bem?
pedro
pedro
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Você tá certo, Platini!
Preciso comentar sobre o discurso do Platini ontem. Não sei se ele é um bom político, mas fiquei feliz quando ele ganhou a eleição para a presidência da UEFA e suas palavras ontem só corroboram minhas expectativas. Dentre as muitas coisas que disse, quero destacar sobre as crianças e adolescentes no futebol.
Primeiro, Platini comparou o trabalho infantil com o "trabalho" nos clubes de futebol. Ele tem razão. Se, há muito, futebol virou negócio e ser jogador uma profissão, que comecem a tratar do assunto com um peso e uma medida. Nas palavras dele: "Pagar uma criança para chutar uma bola não é diferente de pagar uma criança para trabalhar numa linha de produção. Ambos exploram o trabalho infantil". Perfeito.
Depois ele coloca que devem ser proibidas as transações de jovens menores de 18 anos e diz também (e isso "protege" os jovens sul-americanos e africanos principalmente) que "a criança tem o direito de crescer próximo de seus amigos e familiares". Pois sim, elas não são mercadorias e devem viver cercados de quem os gosta.
Por fim, fala sobre os clubes europeus que ficam de olho nas crianças (e aqui ele realça "brasileiras") de 8, 9, 10 anos, para comprar seus direitos e garantir o futuro de craques nos clubes. Segundo Platini: "Todo mundo fica chocado quando vê crianças trabalhando na indústria de artigos de futebol, mas quando, no outro dia, vê em um programa de televisão um prodígio brasileiro de 9 anos e que grandes clubes europeus preparam convidá-lo a assinar contrato, ninguém parece piscar o olho. Esse é um exemplo de um peso duas medidas".
Eu sei que tem muitos outros problemas, mas Platini tomar essa atitude já parece ter uma boa perspectiva. As ações tem que ser tomadas de cima para baixo e se a Europa começar a dar o exemplo, pode ser que no Brasil as coisas melhorem. Mas a gente tem que querer também.
Pedro
Primeiro, Platini comparou o trabalho infantil com o "trabalho" nos clubes de futebol. Ele tem razão. Se, há muito, futebol virou negócio e ser jogador uma profissão, que comecem a tratar do assunto com um peso e uma medida. Nas palavras dele: "Pagar uma criança para chutar uma bola não é diferente de pagar uma criança para trabalhar numa linha de produção. Ambos exploram o trabalho infantil". Perfeito.
Depois ele coloca que devem ser proibidas as transações de jovens menores de 18 anos e diz também (e isso "protege" os jovens sul-americanos e africanos principalmente) que "a criança tem o direito de crescer próximo de seus amigos e familiares". Pois sim, elas não são mercadorias e devem viver cercados de quem os gosta.
Por fim, fala sobre os clubes europeus que ficam de olho nas crianças (e aqui ele realça "brasileiras") de 8, 9, 10 anos, para comprar seus direitos e garantir o futuro de craques nos clubes. Segundo Platini: "Todo mundo fica chocado quando vê crianças trabalhando na indústria de artigos de futebol, mas quando, no outro dia, vê em um programa de televisão um prodígio brasileiro de 9 anos e que grandes clubes europeus preparam convidá-lo a assinar contrato, ninguém parece piscar o olho. Esse é um exemplo de um peso duas medidas".
Eu sei que tem muitos outros problemas, mas Platini tomar essa atitude já parece ter uma boa perspectiva. As ações tem que ser tomadas de cima para baixo e se a Europa começar a dar o exemplo, pode ser que no Brasil as coisas melhorem. Mas a gente tem que querer também.
Pedro
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Quem foi melhor?
A pedido de um amigo e seguidor do blog, o tema desta crônica segue as reportagens do Esporte Espetacular sobre comparações entre jogadores, aquele velho "quem foi melhor?". A última do programa global foi em relação a Zico e Zidane e, meu amigo indignado, me perguntou se é possível comparar jogadores de epoca diferentes. Respondo de imediato que não e para isso darei dois motivos.
O mais lógico dos motivos é que o futebol muda e com isso muda o jeito de jogar. Não vou explicar a diferença de cada tempo, mas é bom entender que as táticas variam muito (variam até na mesma época, mas sempre em torno de um padrão - um 4-4-2/3-5-2 neste momento e um 4-2-4 há 40 anos atrás), os treinamentos são outros (a tecnologia foi fundamental no aprimoramento), a movimentação do mercado de compra e venda dos jogadores também muda (muito mais dinâmico atualmente) e que os torcedores são outros (as pessoas respondem ao tempo em que vivem, logo tem gostos diferentes).
Meu outro motivo está relacionado à pessoa que irá comparar. O que quero dizer com isso? Numa simples análise sobre quem foi melhor, o torcedor escolhe não apenas o que foi melhor, mas aquele em que se identifica mais, o que gosta mais e isso, quando o votante viu apenas um dos dois em comparação jogar, fica mais lógico escolher aquele que viu atuar.
Veja por exemplo a última eleição da Globo: Zico x Zidane. Dois craques, mas com uma diferença de 10 anos entre os dois, contando que o Galinho ainda jogou um pouco na década de noventa. Dois craques e que fizeram história. No Brasil não há dúvida de que o primeiro vence e na França ganhará o segundo e acredito que os mais novos votarão em Zidane (segundo motivo). Outro exemplo que reforça o meu segundo motivo (é mais fácil de ser provado e o primeiro motivo, na verdade, é teórico, impossível de provas) é Zizinho x Pelé. Alguns irão falar: você é louco camarada, Pelé é Pelé. Sim, o ex-jogador do Santos foi o melhor, mas não para algumas pessoas que viram Zizinho jogar. Já ouvi de muitos velhinhos que o Zizinho foi o melhor do mundo.
Comparações aqui e ali, sempre com grandes jogadores. Zico e Zidane, não sei quem jogou melhor, mas gostaria de colocar os dois no meu time.
Pedro
O mais lógico dos motivos é que o futebol muda e com isso muda o jeito de jogar. Não vou explicar a diferença de cada tempo, mas é bom entender que as táticas variam muito (variam até na mesma época, mas sempre em torno de um padrão - um 4-4-2/3-5-2 neste momento e um 4-2-4 há 40 anos atrás), os treinamentos são outros (a tecnologia foi fundamental no aprimoramento), a movimentação do mercado de compra e venda dos jogadores também muda (muito mais dinâmico atualmente) e que os torcedores são outros (as pessoas respondem ao tempo em que vivem, logo tem gostos diferentes).
Meu outro motivo está relacionado à pessoa que irá comparar. O que quero dizer com isso? Numa simples análise sobre quem foi melhor, o torcedor escolhe não apenas o que foi melhor, mas aquele em que se identifica mais, o que gosta mais e isso, quando o votante viu apenas um dos dois em comparação jogar, fica mais lógico escolher aquele que viu atuar.
Veja por exemplo a última eleição da Globo: Zico x Zidane. Dois craques, mas com uma diferença de 10 anos entre os dois, contando que o Galinho ainda jogou um pouco na década de noventa. Dois craques e que fizeram história. No Brasil não há dúvida de que o primeiro vence e na França ganhará o segundo e acredito que os mais novos votarão em Zidane (segundo motivo). Outro exemplo que reforça o meu segundo motivo (é mais fácil de ser provado e o primeiro motivo, na verdade, é teórico, impossível de provas) é Zizinho x Pelé. Alguns irão falar: você é louco camarada, Pelé é Pelé. Sim, o ex-jogador do Santos foi o melhor, mas não para algumas pessoas que viram Zizinho jogar. Já ouvi de muitos velhinhos que o Zizinho foi o melhor do mundo.
Comparações aqui e ali, sempre com grandes jogadores. Zico e Zidane, não sei quem jogou melhor, mas gostaria de colocar os dois no meu time.
Pedro
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